ROSA CAÍDA.

rosa UMA ROSA CAÍDA OU DESFOLHADA, PODE PASSAR A SER PÉTALA MAS NUNCA DEIXA DE SER ROSA!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O doce sabor do beijo.










Quando beijo a tua boca, bate forte o coração,
é como um morango doce, num dia quente de verão!

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Amiga noite...










Quando a noite cerra o negro manto sobre a terra, sinto dissipar-se a escuridão da minha tristeza.

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Poema pela vida


Era tão pequeno, que ninguém o via, dormia, sereno, enquanto crescia.
Sem falar, pedia -porque era semente - ver a luz do dia, como toda a gente.
Não tinha usurpado a sua morada. Não tinha pecado. Não fizera nada.
Foi sacrificado enquanto dormia, esterilizado com toda a mestria.
Antes que a tivesse, taparam-lhe a boca, -tratado, parece, qual bicho na toca.
Não soltou vagido. Não teve amanhã. Não ouviu: «- querido…»Não disse: «-mamã…»
Não sentiu um beijo. Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo de pisar o solo, pezito descalço, andar hesitante,
sorrindo, no encalço do abraço distante.
Nunca foi à escola, de sacola ao ombro, nem olhou estrelas com olhos de assombro.
Crianças iguais à que ela seria, não brincou com elas, nem soube que havia.
Não roubou maçãs, não ouviu os grilos, não apanhou rãs nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão, vadio que fosse, a lamber-lhe a mão, à espera de um doce.
Não soube que há rios e ventos e espaços.
E invernos e estios, e mares de sargaços, e flores e poentes, e peixes e feras
-as hoje viventes e as de antigas eras.
Não soube do mundo, não viu a magia.
Num breve segundo, foi neutralizado com toda a mestria:
Com as brancas batas, máscaras e tudo,
práticas exactas, mãos de especialistas negaram-lhe tudo
(o destino inteiro…) porque alguns legalistas, nasceram primeiro!

Desconheço o autor.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O teu perfume

Um certo perfume, me envadiu durante a noite, estando sozinha!

Sonho que repouso nos teus braços,
encosto a cabeça no teu peito,
sinto o calor do teu corpo junto ao meu,
um aroma invade os meus sentidos,
......será o teu perfume?

Acordo.
A cama está vazia a meu lado,
não existes, mas persistes,
porque o perfume se mantém,
......no meu corpo e dentro de mim!

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Tristeza


Hoje vesti-me de triteza e perdi a cor feliz.
Vesti-me de solidão e saudade,
cores escuras em memória do que perdi.

A ausência vestiu-se de afastamento e esquecimento.
O meu corpo, vestiu-se de sofrimento e dor.

O meu coração de luto, e os meus olhos de cinzento
como as manhãs, que queria desesperadamente doiradas.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Por Eluana



ELUANA MORREU

NINGUÉM SABE SE SOFREU.

Com alvas batas

e mascaras de entrudo

e tecnicas exactas

roubaram-lhe tudo.

O pouco que tinha

e daquele quase nada

foi desligada.

Deixou de viver...

não sofre, não ama...

adeus Eluana!

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sinto-te


Caminhas para mim em cada por de sol,
quando o céu vermelho não tem fim.

Vens no canto de um rouxinol.

Sinto-te no entardecer e na lentidão,
nas tardes mornas, na escuridão.

Cheiro-te nas flores, doces, já fechadas,
nas dunas de areia, finas, amareladas.

Sinto-te no ar, oiço-te no vento,
vens devagarinho, com passos tão lentos......
e eu estendo os meus braços sedentos!

Vens com as folhas, rubras do Outono,
e ao anoitecer, em doce abandono.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=Wg4Ju-tLhI8
...................sonhar
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Não há tradução
não há mais palavras,
tão pouco imagens.

Deitei-me pensando,
poema, de querer feito,
acordei sonhando
contigo no peito.

Rasguei o meu sonho,
abri o poema,
sem ver eu componho,
o que me algema.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Asas de mulher.










Nos teus olhos nasceram horizontes, e ave doida
fui desvairada beber neles, julgando serem fontes.

Caêm os sonhos um a um e o corpo estremece.
Caêm e ficam no chão de quem os morde e os esquece.

Cheio de rancor o corpo amadurece.

Um verso, já não é a maravilha.
Um corpo, já não é o estremecer.

Quebraste-me o ritmo e o ardor,
ao cortares uma a uma as minhas asas de mulher.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Revolta.


Tu,
que chegas a mim a toda a hora, branca, pura, inatingível,
na tua forma sepulcral mística e fantástica!
Tu,
que sorrindo chegas sempre, onde eu já estou há tanto tempo,
em martírio, em sonho em desespero!
Tu,
que me atrais e me expulsas, entregando-me à noite dos fantasmasda minha infãncia,
perdidos no espaço e no tempo!
Tu,
que me dás certeza, dúvida, inquietação, silêncio...
silêncio que transformo e te ofereço, nas noites vazias e sem estrelas!
Tu,
estranha, cruel, doce e terriivel miragem vestida de azul, deserto imenso,
lago de sangue, pantano onde me afundo, onde sufoco, onde soluço!
Tu,
que entras de mansinho no meu quarto e me acordas com um sorriso, uma lágrima,
com um punhal ou uma taça de cristal cheia de cicuta!
Tu,
que te ofereces, que te vendes, que te dás, em todos os abismos do mundo,
em todas as prisões, em todos os cais, em todos os manicómios!
Tu,
fantasma invisível erguido na praça de tudo o que não tive,
na minha cidade em ruínas, destruída e nunca começada!
Tu,
prostituta infantil da minha vida, agonia e morte,
cadafalso de todos os sonhos que transbordam de amor!
Tu,
revolta e tédio, manto de amargura que me cobres, que me acorrentas,
lepra do meu sangue, cancro da minha alma!
Tu,
sol escaldante de todos os mundos do universo, tempestade reunida a todas as tempestades,
sobre um castelo abandonado, assustando espectros que vomitam sangue!
Tu,
mãe e madrasta de todos os bastardos, que não geraste, que não pariste,
e que turturas sem dó nem piedade com lanças de fogo os que te adoram!
Tu,
que tens a forma de todas as pestes, peste do mundo, da inutilidade,
da fraqueza e da cobardia, lava incandescente das veias dos poetas!
Tu,
espantalho erguido na seara verde do receio, palhaço no meio da tormenta, a rir,
porque venceste os que estavam vencidos!
Tu,
rainha respeitada que comandas exércitos de loucos,
oferecendo aos teus heróis um monumento de pedra,
quando já nem os seus ossos pesam sobre a terra!
Tu,
visão perpétua de marmore ou de gelo, que vens não sei de onde,
que váis não sei para onde, sempre insatisfeita, sempre incompleta!
Tu,
que tens o sorriso da caveira e abraças rindo o frio da morte,
que choras como Cristo, que ris como o diabo, que ordenas como um rei!
Eis a tua escrava!
Não te quiz, não te desejei!
Odeio-te. Odeio-te horrivel imagem dos sentidos
odeio-te deusa de marfim de pedra e de lama,
odeio-te serpente alimentada de todos os silêncios,
de todas as lágrimas, de todas as dores!
Odeio-te guerra e paz da minha vida!
Destroi a minha noite,
destroi, este meu dia,
manda o teu carrasco e mata-me
POESIA!!!____________

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

....hoje.


.....hoje vesti-me da cor dos teus olhos
ao acordar neste quarto triste e frio.

Não os vi,
mas imagino terem uma cor triste.

.....hoje vesti-me da tua ausênsia
que é dorida, que é magoada.

.....hoje vesti-me da tua voz fria,
distante, sem cor nem som.

E deixei-me embalar ao som da saudade,
nesta manhã que queria intensamente AZUL!
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Blog de Nely Ferreira in Brasil Poesias

Visitem e sonhem.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Hoje...


http://www.youtube.com/watch?v=TanVC5dEQEo

Hoje não é apenas um novo dia,
é a continuação da vida,
da esperança, do crescimento,
é o seguimento do sonho,
o encontrar do caminho,
o afastar das pedras,
o avistar do arco-iris
seguindo a sua curva
direito ao infinito.
É acreditar que amanhã
será sempre melhor que hoje,
ainda melhor,
e colocar os alvos
dentro do nosso alcance.
Seguir o caminho com um sorriso,
esperando boas surpresas
e quando assim não for
ter o coração preparado
para resolver e entender
que a vida não é um mar de rosas.

Mas um espinho
não nos impedirá
de ver as estrelas
com o mesmo brilho,
nem de olhar a lua com o olhar encantado.


4:54:00
por Rosa caída